Mostrando postagens com marcador coração. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador coração. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 8 de maio de 2012

Meu Vestido Favorito

Tenho pra mim que alguns relacionamentos são como aquele vestido que você mais ama. Seu favorito dentre todos os que você já teve até hoje. Ele te deixa mais atraente, mais feminina, mais bonita do que todos os outros. Tudo parece melhor com ele! Tão perfeito que você chega a desejar que ele dure pra sempre. Mas o tempo passa e por algum motivo além da sua vontade, o vestido já não é mais o mesmo. Talvez nunca tenha sido tudo o que você pensava, e uma vozinha que você não quer ouvir, sussurra: "talvez não fosse pra você". Muitas vezes a vontade de ter um vestido é tão grande que a gente nem repara nos detalhes, ou queria tanto que fosse o nosso número que ignoramos os sinais que o próprio vestido dá quando experimenta. Mas a gente insiste, não desiste, e fica se perguntando quando e como isso aconteceu. Até outro dia lá estava ele, lindo, te fazendo tão bem. O pânico acomete e a gente acha que nunca mais vai encontrar outro vestido tão perfeito como aquele. Se agarra, não quer se desfazer dele por mais que ele não seja mais o mesmo e seus amigos já tenham percebido que já está na hora de passar ele adiante. Mas não importa o que falem, tem sempre aquela esperança de que talvez se a gente de adaptar, perder uns quilinhos quem sabe, ele servirá como antes. O que a gente não entende ou não quer entender é que enquanto estivermos mantendo aquele vestido que não combina mais, no nosso armário, nenhum outro vai ser bom o suficiente e não haverá espaço para um novo. Vamos estar sempre comparando. O vestido que não serve mais precisa ir para que possamos reparar em todos os outros que estão por aí a nossa volta. São tantas as lojas! Tantas as oportunidades! Se não serve pra gente, vai servir pra outra pessoa que tenha as medidas certas pra aquele modelo, e consequentemente fazer esse outro alguém mais feliz. E assim, num dia qualquer, na hora do almoço, passeando no shopping, ou até mesmo de presente de uma amiga, você vai encontrar aquele que você queria, mas dessa vez com as suas reais medidas, não as que você pensou que tinha.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Jane Eyre


Confesso, não li o livro. Tá aqui, grande, me olhando, fazendo peso na minha escrivaninha. Sou pessoa ocupada e desorganizada, não tenho tempo! Mas acabei de voltar do cinema, saltitante, sonhando com meu Mr. Rochester. Típico! É só eu assistir esses tipos de filme - antigo de preferência - que fico aqui imaginando, e aguardando ansiosa pela chegada do príncipe no cavalo, que não precisa ser branco, mas a camisa do príncipe não pode ser de outra cor.

Desde que eu tinha uns 15 anos eu vivia falando pra todo mundo que um dia eu ainda iria viver uma história de amor de filme, dessas cheias de coincidências, encontros, desencontros e cenas que fazem a gente derreter na frente da telinha e da telona. Minhas amigas (a maior parte delas) sempre riram dessa conversa toda, embora eu tenha fé de que no fundo elas torcem pela minha felicidade. Faz um tempo já que eu parei de "divulgar" esse meu desejo, essa certeza de que minha história pode virar livro, mas não esqueci não. Outro dia mesmo tava pensando... já tô com 26, indo pra 27. Tomara que não demore muito pro meu filme acontecer pois acho que a atriz principal tá no auge da forma física. Mais um pouquinho vai ficar velha pro papel.

Enfim: Destino, se apressa - fica a dica.

quarta-feira, 9 de março de 2011

MÓR-REU!

Eu sou uma pessoa inquieta, cara. Não sou vingativa, minhas amigas fura-olho sabem disso, mas tem coisa que marca, e eu tenho uma memória boa pra essas coisas. Não esqueço. A vida toda da gente anda, mas aquele aspecto fica empacado. Um horror. Aí, tem a ferramenta do diabo: Orkut. Pronto, tá feita a merda. Dia desses, eu num momento mamãe-comi-merda-quando-era-criança, decido visitar o orkut de um fantasma do meu passado, de pelo menos 12 anos atrás. Não vou dizer que não me marcou, que aí eu estaria mentindo, mas também não vou dizer o quanto, pra não dá moral pro bunda mole (?!). Mas assim, ele virou literalmente fantasma depois que eu decidi (mentira, não tive opção - ele saiu do colégio) virar a página. O sujeito morava na rua do lado, mas eu nunca encontrava com ele apenas em ocasiões especiais, tipo:

*Eu, saindo do salão à meia-noite por causa de uma super escova, curtindo uma crise de labirintite. Meu tio vem me acompanhar caso eu decida, you know, sentar no chão. Coisa pouca de desequilíbrio. Ponho o pé fora do salão, começa a chover. Eu tinha ido lá pra que mesmo? Ah, é... fazer escova. Pegar caminho 1 ou 2? Vamos de 2 hoje, pra variar, Tio. Oh, a cinco passos de mim, um casal! Hã? Ah, tá: O fantasma. 

*Fim da aula de balé, telefone da companheira de sapatilha toca: ele.

*Companheira de sapatilha diferente me pergunta: "Vc conhece o Gasparzinho? É meu vizinho na pqp" (local levemente modificado pra proteger a identidade da malandra) Na época eu disse toda curiosa: SIIIIIIMMMMMM - com direito a sorriso maniaco. Ela gostava dele também - novidade. "E o quico" teria sido uma resposta mais adequada.

*Após uma volta pra casa onde todos os casais do universo passaram por mim de mãos dadas, eu, me sentindo a última das moicanas, decido ir ao mercado, num lapso! Uma puta falta do que fazer! Lá cruzo com meu paquera da quarta-série, o que me faz andar o mercado tooodo e usar o último caixa do lugar pra não ter que bater papo, afinal, tô down. Me deixa quieta com meus pensamentos pessimistas. MAS QUEM, QUEEEEEEEM TÁ PAGANDO NO CAIXA AO LADO?!?!?! O viado-transparente-que-flutua - com a namorada. E eu? Quase, mas quase enfiei a cara dentro do saco plástico achando que naquela distância ia conseguir esconder alguma coisa. Tão inocente! E um tanto quanto esperançosa, eu diria. Óbvio que ele me viu. 

*Um dia antes do Natal, eu com dengue mas firme e forte na fila do Carrefour, segurando os ingredientes pra rabanada, as frutas cristalizadas, com direito ao peru no topo - sem cestinha - enquanto aguardava minha mãe, que serelepe, fazia o resto das compras. Quem passa com a nova namorada? Yep.

Cada vez que encontrava com ele eu perdia as pernas. Bambas é coisa pra principiante. Elas sacolejavam. Mas nessa última vez, não teve muito mais efeito em mim, e eu ri. Nesse último dia eu ri, mas ri da comédia que é a minha vida amorosa. Gente, daria um filme daqueles que nego engasga com a pipoca, sério. Parece planejado.

Então, anos se passam, a pessoa muda de país, mas não esquece. Vira e mexe, quando tem problemas com o açúcar - no caso com o pão doce, vai lá futucar a ferida e rever o passado. Curiosidade, sabe? E foi num dia desses que eu bonitamente visitei o perfil do falecido, que tá namorando faz tempo com a mesma menina e tem uma irmã que passou a me odiar quando descobriu que eu gostava dele. Claro, não deu pra ver as fotos. Curiosa estava, curiosa fiquei. Dia seguinte, entro no orkut, e... ele tinha me adicionado. Oi? Comé? E tinha mensagem e tudo, perguntando como eu estava e finalizando com um "bjão". A besta foi lá e respondeu por scrap mesmo, e ainda fez a pergunta básica, "e vc, como está?". Isso foi há duas semanas. Se ele respondeu, respondeu mentalmente porque até hoje nem sinal no meu orkut.
.
.
.
.
.
Enterrei, né. 14 palmos de profundidade pra não ter erro. Coloquei na lápide: Aqui jaz meu primeiro amor, depois de 12 anos. Já foi tarde!

Cada uma, viu...